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5 fatos para combater a giberela no trigo, na cevada e no triticale

A doença é causada pelo fungo Gibberella zeae e ocorre com mais frequência na região Sul do Brasil


Foto: Divulgação Biotrigo | Paulo Kuhnem

Uma das principais ameaças às lavouras de trigo, cevada e triticale é a giberela. A doença é causada pelo fungo Gibberella zeae (Fusarium graminearum) e ocorre com mais frequência no Sul do Brasil, principalmente nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e região centro-sul do Paraná.

 

Segundo a pesquisadora Maria Imaculada Lima, da Embrapa Trigo, as condições climáticas desses locais intensificam o surgimento da doença giberela. “Nestas regiões, o ambiente exerce influência direta sobre a doença, onde períodos frequentes de alta umidade do ar, com precipitação pluvial em dias consecutivos, e temperatura de 24 a 30 ºC potencializam a ocorrência de epidemia”, afirma Maria Imaculada.

 

A giberela, além de prejudicar a formação dos grãos, pode deixar contaminantes conhecidos como micotoxinas, substâncias tóxicas aos homens e animais. Segundo a pesquisadora, uma das principais dificuldades dos produtores e dos técnicos está na identificação da doença. Em condições climáticas muito favoráveis, o fungo produz estruturas que formam uma massa de coloração alaranjada ou salmão. Maria Imaculada conta que as alterações podem ser identificadas a olho nu em algumas espigas afetadas. Porém, os sintomas podem variar de acordo com a cultura.

 

1 – Giberela no trigo

Na cultura do trigo, o surgimento da giberela acontece a partir do espigamento, antes do espigamento ou até na fase final de enchimento de grãos. A doença é prejudicial para a qualidade da produção, já que a infecção precoce nas espigas não permite a formação de grãos e, quando eles são formados, ficam enrugados e com uma coloração que varia entre branco e pardo, podendo também apresentar a cor rosa.   Segundo a pesquisadora da Embrapa Trigo, os principais sintomas podem ser identificados pela coloração das espiguetas, que ficam esbranquiçadas ou com cor de palha. Além disso, as aristas das espiguetas não ficam no mesmo ângulo das não infectadas. “Em espigas sem aristas, ou apenas aristas apicais, a giberela é caracterizada apenas pela descoloração de espiguetas”, diz Maria Imaculada. A identificação da doença fica mais difícil quando a lavoura está no final de maturação, já que a planta inteira fica com com cor de palha.

 

2 – Giberela na cevada

Da mesma forma que as espiguetas têm alteração na coloração nas lavouras de trigo, no cultivo de cevada esse sintoma se repete. A pesquisadora diz que a infecção geralmente ocorre em mais de um local na espiga, apresentando distribuição pontual, além de não ser comum a evolução dos sintomas por toda a espiga.   “Os sintomas podem manifestar-se também na bainha da folha bandeira, quando as espigas ficam parcialmente retidas e encobertas”, diz Maria Imaculada. “Neste caso, a infecção inicia pela espigueta exposta e progride pela bainha e, toda espiga pode ficar comprometida”. A presença da giberela interfere na produção e os grãos das espiguetas afetadas serão mais finos se comparados aos sadios, além de ficar com a cor marrom e, em alguns casos, a cor rosa.

 

3 – Giberela no triticale

Por ser um cereal com a coloração cinza, no caso do triticale, os sintomas são mais facilmente identificados em espigas mais jovens, explica a pesquisadora da Embrapa Trigo. “Os sintomas são a descoloração de espiguetas, não sendo comum a alteração do sentido das aristas das espiguetas afetadas”, diz Maria Imaculada. No triticale, a giberela resulta em grãos menores, de coloração pardo-clara e, raramente, são observados grãos de coloração rosa.

 

4 – Como combater a giberela?

Segundo a pesquisadora da Embrapa Trigo, a giberela é uma doença de difícil controle. Por isso, alternativas como a rotação de culturas e o uso de fungicidas têm sido pouco eficazes. Maria Imaculada diz também que ainda não existem cultivares com nível satisfatório de resistência genética. Para reduzir os danos causados pela doença, a orientação é a adoção de cultivares menos suscetíveis, associada ao uso de fungicidas, que deve ser preventivo, antes que ocorram condições ambientais favoráveis à infecção.

 

5 – Estratégias de manejo

O produtor de trigo, cevada e triticale também deve fazer uso de estratégias de manejo, como o escalonamento de semeadura ou a semeadura de cultivares com ciclos distintos ao espigamento. “O objetivo é propiciar a ocorrência de escape da doença, em pelo menos parte da área semeada. O escape ocorre quando, a partir do espigamento, as condições ambientais de precipitação pluvial e temperatura forem desfavoráveis à epidemia de giberela”, diz a pesquisadora.


Fonte: SF Agro


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