Plantio de trigo reduz incidência de plantas daninhas no solo

Outras vantagens são a redução de perdas de solo e água por erosão, auxílio no processo de mineralização de nitrogênio e o incremento de produtividade da soja

Publicado em 11/09/2018

Foto: Divulgação Biotrigo

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As plantas daninhas são um problema cada vez mais difícil de ser enfrentado nas lavouras de soja pelo país. Elas podem interferir no desenvolvimento das culturas, dificultando os tratos culturais e causando perdas significativas de rendimento. Segundo o professor da Unifil, de Londrina, PR, Donizeti Aparecido Fornarolli, a interferência das plantas daninhas nas culturas em geral, em especial da soja, pode refletir em reduções de rendimento em um amplo espectro, desde pouca interferência até mesmo a morte completa da cultura. “As plantas daninhas dificultam os tratos culturais e têm efeitos indiretos no momento da colheita: aumentam o consumo de combustível - já que requerem maior potência do motor, reduzem a velocidade de deslocamento e aumentam a umidade dos grãos e o grau de impurezas”, explica.

Uma das alternativas para evitar as perdas e diminuir os custos com o manejo na soja é utilizar o trigo como cultura antecessora. O engenheiro agrônomo Lucas Gouvêa, chefe do Departamento de Suporte Técnico (Astec), da Coamo, em Campo Mourão, PR, comenta que a produtividade média de soja em palhada de trigo é de 8 a 10% maior em relação à palhada de milho safrinha solteiro. “Além do custo de 2 a 3 sacas de soja por hectare para dessecar a área de milho safrinha, que não existe em palhada de trigo”. Segundo Lucas, o custo de dessecação pós-trigo em média é de R$ 65/ha, não considerando a operação, apenas os insumos. Já o custo de dessecação pós-milho segunda safra em gira em torno de R$ 110/ha. “As principais vantagens do trigo incluem a menor incidência de plantas daninhas; cobertura mais eficiente e por período maior de tempo; ótima produção de palhada para o sistema de plantio direto e, consequentemente, redução de perdas de solo e água por erosão; melhor distribuição dos fertilizantes de base na área em função do espaçamento reduzido; auxílio no processo de mineralização de Nitrogênio no solo, além de proporcionar incremento de produtividade da soja e mais estabilidade de safra a safra”.

Fernando Mignoso é engenheiro agrônomo e também tem propriedade em Campo Mourão, no Paraná, onde realiza rotação de culturas com soja, milho e trigo. Para ele, o trigo melhora a parte física, química e biológica do solo. “A cultura deixa uma maior cobertura no solo, permitindo menor entrada de luz, o que faz com que a quantidade de plantas daninhas seja menor. Além disso, os herbicidas utilizados na cultura do trigo ajudam no controle da buva e do capim amargoso e, automaticamente, contribui para o desenvolvimento e rendimento da soja”.

Manejo
De acordo com o professor Donizeti, uma das alternativas mais eficazes de controle é o método químico quando já há a presença de plantas daninhas, mas o cultivo de cereais de inverno, como trigo, aveia, azevém e a consorciação do milho com braquiárias, apresentam um bom resultado na redução da presença das ervas, durante o desenvolvimento desses cultivos e também após a colheita. “As práticas de roçadas mecânicas, em geral, apenas cortam as plantas e posteriormente elas rebrotam. Práticas de aração ou gradagem tecnicamente também mostram efetividade em geral, mas não é tão usualmente recomendado, devido aos impactos quanto à conservação dos solos, salvo a necessidade em fazer descompactações, correções para melhoria da fertilidade geral. Neste caso, é preciso um criterioso acompanhamento técnico para integrar a necessidade com a harmonia no sistema”, menciona. 

 

Benefícios do trigo para o sistema:
• Menor incidência de plantas daninhas;
• Cobertura mais eficiente e por período maior de tempo;
• Alternativa para rotação de culturas (todos os benefícios da rotação);
• Produção de palhada para o sistema de plantio direto;
• Redução de perdas de solo e água por erosão;
• Melhor distribuição dos fertilizantes de base na área em função do espaçamento reduzido;
• Estabilização da produtividade; Incremento de produtividade da soja;
• Auxilia no processo de mineralização de Nitrogênio no solo;
• Diminui incidência de nematóides na área.

 

Conheça algumas das principais plantas daninhas que surgem pós-milho safrinha e pós-trigo:
• Capim-amargoso
• capim-carrapicho
• capim-colchão
• capim-brachiaria
• capim marmelada
• azevém
• milho ou trigo voluntários
• buva
• trapoeraba
• picão-preto
• leiteiro
• nabo
• caruru
• corda-de-viola
• guanxuma
• macelinha
• poaiabranca
• erva quente
• falsa-serralha
• mariapreta

Fonte: O Presente Rural

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